Lista 01/... - Medos Quaisquer
Eu assumo, sou medrosa! Sou e ponto. Não final, até porque pretendo me explicar. (1) Tenho medo de não viver, e isso é estranho, a maioria tem medo da vida e da variável que ela é, isso é normal. Eu? Tenho medo de não viver o bastante para saber que me foi suficiente os momentos que me foram dados e acabar na angustia de que, talvez, não tenha sido feliz.
Isso me leva à outro medo (2): não ser autentica. Tenho falado e pensado nisso o bastante para escrever um texto com pesamentos aleatórios sobre isso, seria interessando, mas nem todo mundo ia entender, estou me adiantando. Sobre esse medo posso dizer apenas que tenho receio de não ser eu, na verdade de o 'eu' sincero ser insuficiente porque existem tantas pessoas legais que posso ser tão banal e isso me assusta.
Bem, sobre o próximo medo (3): não ser entendida. Ser um complexo da realidade soa tão bem, mas nada é melhor do que ter alguém que leia cada olhar teu e que saiba cada resposta tua e mesmo assim se surpreender com o que vai dizer. Talvez eu não tenha isso por completo, porque para começar: eu não me entendo como alguém pode me entender? O mais estranho é que eu já tenho alguém que me entende então não há motivo para pânico, então talvez esse medo seja de perder aqueles que me compreendem.
Tenho medo de não me realizar (4), de quando estiver bem velhinha olhar para o passado e ver que me falta alguma coisa e que tive a chance de realizar, mas perdi. Por isso acho que a vida deve ser sentida, se esta está triste não finja e não mascare a emoção; se está feliz vá dançar na chuva - com esse calor fica difícil, então se não puder cante o mais alto que puder a sua música favorita - e se quer fazer tudo ficar melhor abrace alguém que ame. Ah, não há sensação melhor de um abraço sincero.
E chegando ao final da lista: (5) medo de não saber porquê estou aqui. A humanidade sempre quis saber isso: Por que estamos aqui? E essa é uma dúvida minha também. Quero saber qual vai ser minha marca no mundo e tenho medo de não fazer diferença nenhuma enquanto estou aqui, então no fim não iria fazer diferença minha existência. O que quero saber na verdade é: qual vai ser minha marca no mundo?
Já me acostumei com esse medo e com a possível certeza de que não terei como responder a esse medo, mas acho que essa é a parte legal: enfrenta-ló dia-a-dia e talvez encontrar a resposta, afinal o que importa não é o destino e sim a viagem que se faz até lá, mesmo que não chegue.